Adorei ver a reportagem (e adorei que os meus pais a tivessem visto). Só não achei muita piada a terem misturado o bacano do Btuga, pois acho que não partilhava da mesma filosofia que os restantes e achei que a defesa que ele apresentou em relação ao processo em que é arguido foi no mínimo lame (a la save my ass). Foi também bom que o reconhecimento do Paulo Laureano e do Mário Valente tenha saído das esferas do negócio (já que tinham há muito extravasado o pequeno nicho que o PL referiu).
Mais uma grande frase do MV:
Sou geek, sou nerd, gosto de explorar a tecnologia(…) se é isso que chamam de hacker, é isso que eu sou chamem-me hacker à vontade.
PS: Man, eu também gostava de ter uma Arcade igual à do Celso Martinho
PS2: Peço desculpa se a transcrição do MV não estiver ipsis verbis
PS3: Obrigado Eduardo Luis, pela correcção
Hoje, a seguir ao Jornal da Noite vai haver uma reportagem com pelo menos um membro do prt.sc (e um ex) sobre hacking nos anos 80/90. Não percam!
Hoje a ordem de trabalhos envolvia a verificação de vários PCs que supostamente estavam a funcionar mal. Ficam as notas para um livro que ainda hei-de escrever:
- “O PC não liga” se o interruptor da fonte de alimentação está desligado (perto do sítio onde sai um cabo que liga o PC à electricidade).
- “O PC não dá para introduzir dados” quer dizer o rato tem o botão esquerdo estragado (amazing).
- “O projector não funciona” se não suportar a resolução que o PC tem.
Num Universo teoricamente regido por um equilíbrio quase absoluto, depois de ver surgir empresas como a AnubisNetworks para tentar controlar e minimizar a quantidade de spam que os seus clientes recebem (entre outras coisas), descobri agora a SpinLetter. A SpinLetter apresenta-se como uma empresa de gestão de newsletters, o que à partida não tem mal nenhum. O problema está que vende (penso que de forma escandalosa) o acesso a uma base de dados alegadamente com 500 000 emails nacionais (onde também apareceu o meu).
No entanto gabo-lhe a coragem de colocar na página a sua morada (Rua Prof. Luis Reis Santos, 4-2ºF, 1600-641 TELHEIRAS LISBOA), telemóvel (91 872 24 73) e email (info@spinletter.net).
Não sei se já disse, mas eles meteram o email info@spinletter.net na própria página (cleartext!) o que dá logo para perceber que não têm medo de spam. É verdade, para além deste email: info@spinletter.net têm outro que já não funciona ( info@gotospin.net ). Por isso, acho que se os quiserem contactar, devem usar o info@spinletter.net.
A maneira mais correcta de combater este tipo de situações ( ring to CNPD ), mas dá vontade de se saltar algumas burocracias optando por uma resposta mais à medida…
Ah, não sei se me esqueci de vos dar o email da empresa. É o info@spinletter.net.
Hoje parei um pouco para pensar sobre os mais recentes neologismos introduzidas pelo mundo informático. Pensei um pouco nisto depois de dizer que tinha estado a stumblar em conversa com um amigo meu.
Sim, penso que ainda nem o verbo googlar está incluído no léxico nacional, embora o Merriam Webster indique a sua respectiva forma inglesa (to google).
Mas, em contrapartida, os verbos clicar, formatar e (mais importante ainda, pelo menos para mim) implementar já existem no nosso dicionário :). Mesmo assim dava jeito que pelo menos os termos bug e debugging fossem adicionados, já que para os outros que me passm agora pela memória tenham substitutos relativamente fáceis (reset/reboot - reiniciar; boot - arranque; password - senha, etc).
Imaginem o martírio que foi evitar o uso de implementar em propostas de desenvolvimento de projectos informáticos e em análises de requisitos…
PS: Não que eu costume usar muito os termos bug e debugging, é mais do que oiço de colegas de profissão =)
Tive a sorte de há um mês atrás me ser oferecido um iphone. Esta prenda veio matar a minha indecisão, pois estava na altura de trocar o meu Nokia 6630 e, devido à minha aversão pelo Windows Mobile (sobretudo devida a questões de usabilidade), andava já a ler algumas coisas sobre o Blackberry e o Iphone.
Sim, o Iphone é um telemóvel com grandes falhas para power users. Sim, não tem MMS (don’t care), sim, o bluetooth não serve para nada (care a little bit). Sim, o GPS não funciona à la TomTom (care a little bit too). Sim, o Safari no Iphone não suporta flash nem uma data de outros plugins (care a litlle more)… Sim, a captação de rede é medíocre, e as transições 2G/3G terrivelmente morosas. Quanto ao vídeo, ao contrário das suas especificações e contra o seu SDK, o iphone faz vídeo (com uma app instalada posteriormente).
Mas, na minha opinião, a sua maior falha é não ter um file browser decente (à borla) - ou se tem, eu ainda não o descobri.
Qual é a mais valia do Iphone? É a experiência de utilização que proporciona. O Iphone é o telemóvel mais agradável que já tive até hoje nesse ponto. O tamanho do seu ecrã permite uma utilização relativamente boa com dedos, dispensando uma caneta. A maneira como o Safari funciona conjuntamente com os multi-finger gestures proporciona uma navegação na Web sem precedentes.
Mas sabem qual é a verdadeira importância do Iphone? O Iphone foi desenhado para ser um telemóvel virado para a Web. E devido ao marketing da Apple, ou à sua interface ou até ao bling factor que o marcou, as suas vendas foram consideráveis por toda a parte do mundo. Estes 2 factores fizeram com que as operadoras criassem finalmente tarifários com algumas centenas de megabytes incluídos para uma utilização indiscriminada. E se daqui a uns anos aparecer um tipo a dizer que nos países tecnologicamente mais evoluídos o Blackberry foi responsável pelo início do boom da utilização de email no telemóvel (na perspectiva em que foi o telemóvel que levou as operadoras a criarem tarifas mais baixas especificamente para esse ponto), o Iphone na minha óptica deverá ser recordado como o telemóvel que trouxe a Net para dentro do nosso bolso.
Depois de tanta gente criticar o Clix SmartTV, resta-me dar a minha opinião baseada na experiência que tive nos últimos meses.
De uma vez por todas, o tempo de mudança de canal é idêntico ao Meo. Eu sei que depois dos problemas com as boxes iniciais da Huawey, a Clix ficou rotulada com um problema grave neste ponto. A mudança de canais demora menos de 1s, tem um tempo idêntico ao Meo, e parece-me, praticamente idêntico à PowerBox da TVCabo (ou Zon, como preferirem). Quanto à qualidade de imagem, parece-me para um leigo como eu que a SmartTV tem um serviço idêntico aos restantes operadores.
Lag
Tenho um amigo meu que mediu o lag do setup Meo que ele tem para a TV normal e deu 11 segundos. O lag que eu medi no meu sistema Clix é de 3 segundos.
HD
O Clix já tem um canal HD - o Luxe. Eu acho que a única mais valia que HD traz é para filmes e concertos, mas para quem não tem uma TV que suporte HD (que é o meu caso), ter ou não ter canais HD não faz diferença.
Preço
O Clix tem um preço similar ao Meo: 29,90 (Net 12M/20G+Telefone)+18,95 (TV)+2,5 (Aluguer de uma Box)
Lacking features para a concorrência
A box não grava TV.
Coisas que gostava de ter no Clix
- Modulação da amplitude do som para evitar sustos quando entra a publicidade.
- Um pacote de TV com 15 canais (todos à escolha) + Net 12MB por 30 euros mês seria uma combinação excelente para relançar uma competitividade de preços no mercado, e seria muito mais interessante que as tretas de descontos durante X meses que todos os operadores andam a fazer…